Suchá de capim cidreira com limão

27.10.12 :: 10:43. Arquivado em: Receitas.

Suchá de capim cidreira com limão

Dia desses estava querendo testar o tal do suchá… O suchá é uma mistura de suco com chá onde utilizamos ervas que contém substâncias com propriedades funcionais e associamos a uma fruta. Achei a idéia interessante desde a primeira vez que ouvi, mas, como sempre, batia aquela preguicinha de pesquisar mais sobre as combinações. Um dia resolvi deixar a preguiça de lado e simplesmente pegar uma caixinha de chá na prateleira da despensa e combinar com alguma fruta. Assim, sem pensar muito. O eleito foi o chá de capim cidreira. Também chamado de capim santo ou capim limão. Ele é leve, suave e bem refrescante. Pra acompanhar, suquinho de limão, que tal?

  • 3 xícaras de chá de água
  • 4 sachês de chá de capim cidreira (se tiver as folhas desidratadas em casa pode usar umas 3 colheres de sopa)
  • Suco de 2 limões
  • Gelo a gosto
  • 1 colher de sopa de açúcar demerara (também pode ser substituído por açúcar mascavo ou mel)

Faça o chá colocando a água pra esquentar, mas sem ferver. Coloque os sachês ou a erva e deixe até a água assumir o aroma e coloração desejados. Retire os sachês ou folhas e espere esfriar. Coloque pra bater no liquidificador com o suco dos limões e o gelo. Se desejar adoce (coloquei uma colher de sopa de açúcar demerara e, pra mim, ficou bom). Gente… vocês não têm noção de como fica refrescante!

Alguns estudos verificaram que o capim cidreira tem poder anti-inflamatório, principalmente para doenças do trato gastrointestinal. O limão também possui substâncias antioxidantes e cicatrizantes.

Dica: É interessante esperar o chá esfriar antes de levar ao liquidificador principalmente se o copo do seu for de plástico/acrílico. Quando em contato com alimentos ou líquidos quentes, ou mesmo quando aquecidos, esses materiais liberam substâncias como os ftalatos e bisfenol A, envolvidas com processos inflamatórios e obesidade. O mesmo vale para as vasilhas de plástico. Sempre que for armazenar alimentos quentes prefira as de vidro.





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Para ler: Em defesa da comida

22.10.12 :: 08:19. Arquivado em: Leitura.

Em defesa da comida – Um manifesto é um livro de Michael Pollan, um jornalista americano que já publicou vários textos sobre alimentação e que levantam pontos polêmicos sobre esse ato que é de interesse de 100% dos humanos.

Neste livro, Pollan faz críticas à indústria de alimentos, percorrendo a história da industrialização da alimentação e o avanço da medicina e, contraditoriamente, das doenças. Pode parecer um livro um pouco técnico para algumas pessoas, mas a linguagem é acessível a qualquer pessoa, mesmo que você não seja da área da saúde. No começo achei o livro meio pretencioso, pois Pollan começa criticando duramente a profissão de nutricionista e a ciência, levantando questões acerca do “nutricionismo” e sua visão reducionista da alimentação, sem saber (creio eu) que o que ele reivindica dos profissionais é o mesmo (pelo menos para mim) que acreditamos.

É bom ver que mais alguém que não é da área da saúde consegue enxergar que pílulas de nutrientes não são a mesma coisa que consumir o alimento in natura, e não é apenas pela questão do processamento, da industrialização. Neste caso, tenho que dar o braço a torcer para Pollan, pois estudos avaliando a ingestão de alimentos ou substâncias é complicadíssimo de se realizar, e é um dos aspectos abordados por ele em seu livro, o que nos faz questionar até que ponto se pode confiar na veracidade dos dados de estudos realizados pelo mundo a fora.

Lidar com a alimentação das pessoas é delicado, pois envolve uma gama de interferentes. Lembro-me de uma aula, quando uma colega descendente de japoneses comentou que adorava quando a avó dela fazia arroz e ela ia, toda feliz, comê-lo quentinho com um ovo cru quebrado por cima. Aquilo, para mim, era completamente nojento, mas pra ela tinha significados que eu, enquanto uma pessoa de fora da sua realidade, jamais conseguiria mensurar. O momento da alimentação e seus interferentes também é trazido à tona no livro, com exemplos da alimentação tipicamente americana – fast food – e da alimentação francesa, onde a comida é apreciada, bem como o momento em que ela é realizada, constituindo não apenas um momento para abastecer o corpo de substâncias nutritivas, mas também um momento de integração com outras pessoas.

Além deste livro, Pollan já publicou O dilema do Onívoro, que também trás como tema as implicações éticas e ecológicas, econômicas e políticas relacionadas ao ato de se produzir e consumir um alimento, e Regras da Comida. Este último ainda não tenho, mas o primeiro já está na lista de próximos livros a serem lidos.





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Na telinha: Cozinha Prática

18.10.12 :: 12:21. Arquivado em: Na telinha.

Eu “descobri” o Cozinha Prática pesquisando receitas fáceis para meus pacientes e quando cheguei no site do Panelinha me apaixonei. A Rita Lobo, criadora do site, é chef e cheia de simpatia. O site, criado em 2000, foi o primeiro no Brasil a ensinar receitas testadas. Ela ensina as receitas e dá dicas super bacanas de como conseguir fazer das mais simples até as mais complicadas das preparações. O slogan é “receitas que funcionam”, e realmente funcionam! Já fiz algumas em casa e mesmo esquecendo de um ou outro detalhe em algumas sempre ficaram deliciosas.

Para quem curte livros de receitas, a Rita possui vários, incluindo o Best-seller que leva o mesmo nome do site: Panelinha – receitas que funcionam, da Editora Senac, que foi publicado em homenagem aos 10 anos do site.

O programa passa no canal da GNT, mas o site também possui um canal no YouTube com alguns vídeos e atualmente está passando uma mini-série entitulada: Rita, Help!, em que um novato na cozinha executa as receitas do livro da Rita e ela assiste depois pra dar mais dicas.

 





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