Nós somos aquilo que comemos?

15.10.12 :: 15:31. Arquivado em: Conversando sobre....

Quem nunca ouviu falar “a gente é o que come”? Pois bem, essa afirmativa é apenas um quarto verdadeira. Por quê? Porque nós não somos só aquilo que comemos, mas também aquilo que digerimos, absorvemos e metabolizamos. Onde está a diferença da primeira para a segunda frase?

Quando subentendemos que nós somos apenas aquilo que comemos, cremos que ao comer algo saudável automaticamente nosso corpo estará aproveitando os benefícios daquele alimento, o que pode não ser verdade.

Os nutrientes contidos nos alimentos percorrem um enorme caminho até chegar a desempenhar sua função. Nesse percurso existem diversas variáveis que interferem em como e se o nutriente será corretamente digerido, absorvido e metabolizado. Se essas variáveis não estiverem funcionando corretamente (por falta de outros nutrientes, por exemplo) é bem possível que aquele alimento não faça o efeito esperado.

Essa abordagem é só para fazer entender que não adianta seguir dietas da moda ou consumir exageradamente determinado alimento com um enfoque de milagroso. Existem alimentos que fazem muito bem para nossa saúde, mas apenas se consumidos dentro de uma alimentação equilibrada. Pensemos na montagem de um carro, quantas e quantas peças são necessárias para que o carro possa funcionar? Que adianta se eu colocar 500 pneus no carro, mas ele não tiver motor? Ou se ele tiver motor, mas não tiver reservatório para combustível? O nosso corpo, de modo semelhante, precisa de uma série de nutrientes para funcionar bem. Não adianta sobrecarrega-lo de substâncias benéficas de um único alimento, é necessário o equilíbrio!

A partir daí fica claro porque uma dieta não pode ser generalizada para todas as pessoas, pois se o alimento da vez é o que fornece “motor” e a pessoa já tiver bastante motor, mas nenhum combustível, vai adiantar ela consumir mais uma fonte apenas daquele nutriente?

O nutricionista é o único profissional responsável legalmente e com nível de conhecimento suficiente para prescrever uma alimentação personalizada e adequada ao organismo dos indivíduos (o que não quer dizer que os demais profissionais de saúde não possam dar “dicas” ou orientações gerais sobre alimentação, mas o que, como, quando e a quantidade daquilo que se pode comer apenas o nutricionista poderá especificar).





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